Roadmap de Evolução
Para atender a uma escala de 100 milhões de usuários nos 26 estados brasileiros, o projeto segue um Roadmap estratégico dividido em fases claras. Cada fase foca em um pilar: Estabilidade, Escalabilidade, Governança e Independência.
Fase 1: Fundação e Monólito Modular (Atual)
Foco: Consistência Técnica e Velocidade de Desenvolvimento.
- Arquitetura: Implementação do padrão de Domínios Isolados (Bounded Contexts).
- Estado: Redux Toolkit com Injeção Dinâmica para performance.
- Processos: Orquestração de fluxos críticos com XState (Garantia de Protocolos).
- Comunicação: Barramento de Eventos (Domain Events) para desacoplamento.
- Governança: Imposição de boundaries via ESLint/NX para evitar acoplamento lateral.
- Objetivo: Criar uma base sólida onde múltiplos times possam trabalhar no mesmo repositório sem interferência.
Fase 2: Escala Regional e Otimização
Foco: Resiliência e Performance em Conexões Instáveis.
- Lazy Loading Agressivo: Quebra de bundles por rota e por funcionalidade de domínio.
- Otimização de Ativos: Estratégias avançadas de compressão e pré-carregamento para garantir que o sistema funcione em áreas com internet 3G instável.
- Telemetria Avançada: Coleta de métricas de performance (Core Web Vitals) e erros em tempo real para monitorar a experiência nos 26 estados.
- Design System 2.0: Componentes otimizados para acessibilidade (WCAG) e dispositivos de baixo custo.
- Objetivo: Garantir que o sistema seja leve e rápido em qualquer lugar do Brasil.
Fase 3: Escala Nacional (100M+ Usuários)
Foco: Disponibilidade e Infraestrutura Descentralizada.
- Edge Computing: Distribuição de ativos estáticos (HTML/JS/CSS) em CDNs próximas aos usuários em todos os estados.
- BFF (Backend for Frontend): Implementação de camadas de agregação de dados para reduzir o número de requisições do navegador.
- Isolamento de Falhas (Bulkheading): Refinamento dos limites de domínios para que falhas críticas sejam 100% contidas em módulos específicos.
- Auditoria de Escala: Testes de carga simulando milhões de acessos simultâneos para validar o barramento de eventos.
- Objetivo: Sustentar o volume de dados de uma população inteira com custo de infraestrutura otimizado.
Fase 4: Independência e Micro-Frontends
Foco: Autonomia Total de Times e Deploys Independentes.
- Module Federation: Transição técnica de Modular Monolith para Micro-Frontends (MFE).
- Deploys Atômicos: Cada domínio (ex: Agendamento, Vacinação) passa a ter seu próprio pipeline de deploy, sem necessidade de atualizar os portais inteiros.
- Versionamento Independente: Domínios podem evoluir em velocidades diferentes, permitindo experimentação (Testes A/B) por região.
- Ecossistema Aberto: Criação de SDKs para que terceiros possam plugar novos domínios no ecossistema de saúde.
- Objetivo: Transformar o sistema em uma plataforma de saúde extensível e autônoma.
Matriz de Evolução Técnica
| Recurso | Fase 1 | Fase 2 | Fase 3 | Fase 4 |
|---|---|---|---|---|
| Organização | Monorepo Modular | Monorepo Otimizado | Monorepo de Alta Escala | Micro-Frontends |
| Deploy | Unificado | Unificado | Unificado | Independente |
| Performance | Injeção Dinâmica | Lazy Loading Otimizado | Edge / CDN | Runtime Loading |
| Região | Piloto | Regional (Estados) | Nacional (100M+) | Global/Plataforma |
Este Roadmap é um documento vivo e reflete nossa jornada para transformar o acesso à saúde no Brasil através de tecnologia de ponta.