Pleno 3
Objetivo do Nível
Atuar como uma ponte técnica entre produto e engenharia, sendo capaz de traduzir requisitos de negócio complexos em arquiteturas técnicas sólidas. É referência absoluta no projeto e auxilia na definição de processos de desenvolvimento para toda a Squad.
Objetivo esperado: Lidera a migração de uma tecnologia core ou a implementação de uma funcionalidade crítica cross-product (ex: novo sistema de autenticação ou integração com E-SUS) com zero downtime.
Critérios de Conhecimento
Fundamentos
- Paradigmas de Programação: Domínio de POO (Programação Orientada a Objetos) (padrões idiomáticos no TS) e Programação Funcional aplicada ao JavaScript.
- Engenharia de Software: Conhecimento profundo de design de APIs e sistemas distribuídos.
React Core
- React Internals: Entendimento de como o React reconcilia a árvore e como o escalonamento de tarefas funciona. Ver guia de React Internals.
- Custom Renderers: Noções de como o React pode ser estendido para diferentes targets (Canvas, Console, etc).
State
- Offline First: Estratégias de sincronização de dados offline e resolução de conflitos.
- State Management Architecture: Definir qual biblioteca de estado melhor se adapta a cada novo subprojeto da empresa.
Design Patterns
- Monorepo Strategy: Gestão de múltiplos pacotes e compartilhamento de código em larga escala. Ver guia de Arquitetura Avançada.
- Pattern Matching: Noções de padrões funcionais avançados para redução de complexidade.
Arquitetura
- Arquitetura de Sistemas: Visão holística de como o front-end interage com infraestrutura, cache de borda (CDN) e segurança.
- Engenharia: Referência técnica em SOLID, TDD, SoC e Design Patterns avançados.
- BFF Strategy: Capacidade de definir novos padrões no BFF para otimizar features complexas.
- Governance: Criação de regras de lint e arquitetura que automatizam a qualidade e reforçam o KISS, YAGNI e Clean Code. Ver guia de Nomenclatura e Declaração de Funções.
Performance/Render
- Memory Management: Otimização extrema para dispositivos de baixo desempenho. Ver guia de Performance.
- Critical Path: Otimização do caminho crítico de renderização para melhorar o tempo de interação. Ver guia de Web Vitals.
Testes
- Test Infrastructure: Configuração de ambientes de teste integrados ao CI (Github Actions/Cloud Build) seguindo a Estratégia de Testes.
- Chaos Engineering: Noções de testes de resiliência no front-end.
Rede
- HTTP/3 e QUIC: Noções de novas tecnologias de transporte e seu impacto no front-end.
- Service Workers Avançado: Estratégias complexas de caching e PWA.
Segurança
- Security by Design: Integrar práticas de segurança em todas as fases do ciclo de desenvolvimento, influenciando o design e a arquitetura.
- Análise de Vulnerabilidades: Liderar o uso de ferramentas de análise estática e dinâmica (SAST/DAST) como o Horusec.
- Insecure Deserialization: Proteção contra ataques que exploram a desserialização insegura de dados.
- Path Traversal: Mitigação de riscos de acesso indevido a arquivos locais e diretórios.
Entregáveis Esperados
- Definição da estratégia de testes e qualidade para o ano fiscal.
- Roadmap técnico de evolução das plataformas (Teleconsulta/Telediagnóstico).
- Treinamentos e Tech Talks internos para nivelamento do time.
Como fazer vs Como não fazer
Como fazer
- Equilibrar a entrega de valor de negócio com o pagamento de dívida técnica.
- Ser o guardião da experiência do desenvolvedor (DX).
- Mentorar desenvolvedores Pleno para que alcancem o nível Sênior.
Como não fazer
- Tomar decisões técnicas isoladas sem ouvir as dores do time que está no dia a dia.
- Ignorar tendências de mercado que podem trazer produtividade ao time.
- Focar apenas em código e esquecer dos objetivos estratégicos da empresa.